APRENDI A SER SONETO

Quero o colo da mãe poesia numa troca sem pudor!

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EU E MINHA POESIA

Jamais imaginei que um dia, aquela menina curiosa, irrequieta, teimosa e que se fazia de menina coragem, viesse a escrever.
Já mocinha, eu tinha o costume de rabiscar cartinhas de amor. Na escola, recebia elogios da professora de Língua Portuguesa pelas redações...dizia ela, que eu sabia fantasiar muito bem certas situações.
Casei-me ainda nos verdes anos. Veio a maternidade, e com ela a chamada responsabilidade. A mulher-mãe Núria quase não tinha tempo pra pensar em versos, em sonhos...
Foi preciso romper isso dentro de mim, essa trava na escrita para que eu reconquistasse o dom da palavra. Assim, aos 36 anos recomecei a caminhar...como a menina curiosa, a mocinha fantasiosa e soltei meus versos de mulher.
Sou hoje, a lacuna preenchida pela vida. Dura vida, que semeio dia após dia em meus versos.
Jamais saberei dizer por que os faço... quem sabe eles sejam o maior enigma meu?
Quero e devo falar de amor, porque ninguém é nada sem amor!
Você poderá ter tudo: dinheiro, fama, falsas ilusões, mas se não tiver e souber amar... de nada adiantará voltares ao pó...de mãos vazias e peito inflado!
Ledalge é uma mulher que faz do amor sua bandeira de vida.


Núria Carla Figueiredo Silva
Paranaguá- Paraná - Brasil

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Página atualizada em 28.08.08 23:20